Igreja da Misericórdia
Antiga Capela do Espírito Santo, aqui foi fundada pela Rainha D. Leonor a Santa Casa da Misericórdia de Óbidos, segundo a tradição, ainda em 1498. A igreja sofreu várias reformas, sobretudo a partir de finais do século XVI, quando é reedificada, sendo a mais importante, pelo menos no seu interior, a levada a cabo na segunda década do século XVII pelo Provedor da Misericórdia e Prior de São Pedro, Doutor João Vieira Tinoco.
No exterior destaca-se o portal de arrojada composição, rematado por um nicho com uma imagem da Virgem com o Menino de cerâmica vidrada e pintada, de provável produção lisboeta dos anos de 1665 a 1680 (José Meco, 1998). As portas de madeira estão datadas de 1623.
O interior, de uma só nave, está integralmente revestido de azulejos azuis e amarelos de tipo padrão (c.1625-30). Assinale-se o importante conjunto de talha maneirista formado pelo cadeiral/tribuna dos mesários e pelos retábulos. O retábulo da capela-mor, obra do entalhador Manuel das Neves sob risco de João da Costa, ostenta duas grandes pinturas de André Reinoso - a Visitação da Virgem a Santa Isabel e o Pentecostes, de cerca de 1628-1630. Os colaterais, também do entalhador Manuel das Neves, de 1626, dourados por Belchior de Matos que havia pintado o painel da Invenção da Santa Cruz para o do Evangelho, hoje no Museu Municipal, abrigam hoje as imagens do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores, ambas de “roca”, encimados por pinturas também de André Reinoso - Cristo a caminho do Calvário e o Descimento da Cruz.
Em meados do século XVIII a igreja terá sido reformada uma vez mais, como atesta a data de 1744 na fachada, de que datarão o escudo real que encima o portal da igreja, um outro que encima o arco triunfal, a pintura sobre o mesmo arco, os dois armários laterais da capela-mor e o tecto da nave, com as armas reais no centro. Destaque ainda para o púlpito de pedra lavrada, com a data de 1596, decorado por cartelas e volutas que ostenta na base uma curiosa urna para recolha de ofertas, e para a laje tumular armoriada setecentista da Condessa de Cavaleiros, D. Luísa Guerra. Da sua imaginária salienta-se o magnífico Cristo Crucificado de provável origem espanhola (século XVII) e as imagens da Virgem com o Menino, Santo António e São José, todas na capela mor.
Exposta na igreja pode admirar-se ainda a antiga bandeira da Santa Casa da Misericórdia, pintada por Diogo Teixeira em 1592, que parece representar na figura do rei as feições de D. António, Prior do Crato (Sérgio Gorjão, 2000).
Anexo a esta igreja fica o antigo Hospital da Misericórdia, com Sala de Sessões de rica decoração barroca.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Viana do Castelo
A Igreja da Misericórdia, classificada como Monumento Nacional desde 1910, data do século XVI, embora a sua actual traça corresponda a um forte restauro ocorrido no século XVIII, pelo engenheiro Manuel Pinto de Vilalobos. Apresenta soluções planimétricas comuns na região, com planta longitudinal, de nave única, altares à face, sem transepto e capela-mar pouco profunda. As paredes interiores do templo encontram-se totalmente revestidas de azulejos, pintados por Policarpo de Oliveira, que os assinou, e assentes por Manuel Borges.
Os da Capela-mar aludem a quatro episódios da Vida de Nossa Senhora (lado da Epístola) e quatro episódios da vida do Menino Jesus (lado do Evangelho).
O arco cruzeiro é dedicado inteiramente a Nossa Senhora da Misericórdia.
O corpo da igreja contém painéis relativos às Obras de Misericórdia, havendo mais um com a Dança do Rei David, de pequenas dimensões e que supomos apenas com a função de encher espaço.
É curiosa a escolha ilustrativa dos temas. Policarpo de Oliveira vai buscar a passagem moisaica da travessia do Mar Vermelho, vendo-se a confusão dos egípcios no meio do turbilhão das águas, muito embora vistam armaduras romanas. A distribuiação interna dos Retabulos está exposta nos anexos. O aretbulo da Capela mor é do 1° Ciclo do barroco, risco de Ambrosio Coelho em 1719. Os restantes retábulos terão sido talhados e dourados entre 1718 e 1733 e são em estilo nacional. As sanefas aso posteriores e datam dos anos 70 deste século (Rococo).
Os da Capela-mar aludem a quatro episódios da Vida de Nossa Senhora (lado da Epístola) e quatro episódios da vida do Menino Jesus (lado do Evangelho).
O arco cruzeiro é dedicado inteiramente a Nossa Senhora da Misericórdia.
O corpo da igreja contém painéis relativos às Obras de Misericórdia, havendo mais um com a Dança do Rei David, de pequenas dimensões e que supomos apenas com a função de encher espaço.
É curiosa a escolha ilustrativa dos temas. Policarpo de Oliveira vai buscar a passagem moisaica da travessia do Mar Vermelho, vendo-se a confusão dos egípcios no meio do turbilhão das águas, muito embora vistam armaduras romanas. A distribuiação interna dos Retabulos está exposta nos anexos. O aretbulo da Capela mor é do 1° Ciclo do barroco, risco de Ambrosio Coelho em 1719. Os restantes retábulos terão sido talhados e dourados entre 1718 e 1733 e são em estilo nacional. As sanefas aso posteriores e datam dos anos 70 deste século (Rococo).
Azambuja
A Igreja e edifício da Misericórdia da Azambuja, também conhecida por Igreja do Espírito Santo enquadra-se na Categoria da arquitectura religiosa, tipologia de Igreja, está classificada como Imóvel de Interesse Público (IIP) pelo Decreto n.º 31/83, DR 106, de 09-05-1983.
“A vila de Azambuja, inicialmente denominada por "Vila Franca", foi fundada por D. Sancho I em 1200, que concedeu a povoação a D. Rolim, um cruzado flamengo. Na segunda metade do século XIII, a vila era governada pelo alcaide Rui Fernandes, que em conjunto com a sua mulher D. Elvira Esteves, executou em 1272 o primeiro foral, que consignava a regulamentação da vida da comunidade, tanto no centro urbano como no seu termo. “
O primeiro hospital da vila foi instituído em 1304 por Pedro Estevães do Sobral e sua mulher, Esteva Fernandes, entregue à irmandade do Espírito Santo, que edificou capela própria no espaço adjacente.
Em 1552 os irmãos do Espírito Santo decidiram fundar uma irmandade da Misericórdia em Azambuja, com sede na sua capela. À semelhança do que aconteceu em muitas localidades do país, a Misericórdia foi autorizada posteriormente por provisão régia, passando a administrar os organismos de assistência já existentes na vila. Desta forma, tanto a Irmandade do Espírito Santo como o seu hospital passaram para a alçada da Misericórdia, cujo templo terá sido transformado posteriormente, talvez já no início do século XVII, segundo um projecto de gosto maneirista. Os espaços da capela e do edifício da irmandade estão dispostos de forma contígua, desenvolvendo-se longitudinalmente.
O templo apresenta um modelo estrutural muito semelhante às igrejas de Misericórdia construídas na mesma época, com planta de nave única, formando um espaço unitário articulado com a capela-mor. A fachada, cuja estrutura apresenta um registo único, possui ao centro um portal de moldura rectangular ladeado por pilastras e encimado por frontão esculpido em 1701, segundo data inscrita no mesmo, rematado por cruz e pináculos e enquadrando o escudo de Portugal ladeado por duas esferas armilares.
Do lado esquerdo da fachada foi colocada a sineira, também rematada por frontão triangular. A fachada lateral do templo apresenta no registo superior duas janelas de sacada, com guarda de ferro e moldura rectangular rematada por friso. O interior, de nave única, possui coro-alto e púlpito, do lado do Evangelho. O espaço é coberto por tecto de dois panos. Junto ao arco triunfal, decorado com talha dourada, foram edificados os altares colaterais, de talha rococó policroma. A capela-mor, coberta por abóbada de berço, alberga ao centro o altar principal, de talha barroca dourada.
No espaço exterior à igreja subsiste ainda o claustro hospitalar, de planta rectangular com apenas um piso, aberto por arcada de volta perfeita assente sobre colunas toscanas.”
Fonte: IPPAR
“A vila de Azambuja, inicialmente denominada por "Vila Franca", foi fundada por D. Sancho I em 1200, que concedeu a povoação a D. Rolim, um cruzado flamengo. Na segunda metade do século XIII, a vila era governada pelo alcaide Rui Fernandes, que em conjunto com a sua mulher D. Elvira Esteves, executou em 1272 o primeiro foral, que consignava a regulamentação da vida da comunidade, tanto no centro urbano como no seu termo. “
O primeiro hospital da vila foi instituído em 1304 por Pedro Estevães do Sobral e sua mulher, Esteva Fernandes, entregue à irmandade do Espírito Santo, que edificou capela própria no espaço adjacente.
Em 1552 os irmãos do Espírito Santo decidiram fundar uma irmandade da Misericórdia em Azambuja, com sede na sua capela. À semelhança do que aconteceu em muitas localidades do país, a Misericórdia foi autorizada posteriormente por provisão régia, passando a administrar os organismos de assistência já existentes na vila. Desta forma, tanto a Irmandade do Espírito Santo como o seu hospital passaram para a alçada da Misericórdia, cujo templo terá sido transformado posteriormente, talvez já no início do século XVII, segundo um projecto de gosto maneirista. Os espaços da capela e do edifício da irmandade estão dispostos de forma contígua, desenvolvendo-se longitudinalmente.
O templo apresenta um modelo estrutural muito semelhante às igrejas de Misericórdia construídas na mesma época, com planta de nave única, formando um espaço unitário articulado com a capela-mor. A fachada, cuja estrutura apresenta um registo único, possui ao centro um portal de moldura rectangular ladeado por pilastras e encimado por frontão esculpido em 1701, segundo data inscrita no mesmo, rematado por cruz e pináculos e enquadrando o escudo de Portugal ladeado por duas esferas armilares.
Do lado esquerdo da fachada foi colocada a sineira, também rematada por frontão triangular. A fachada lateral do templo apresenta no registo superior duas janelas de sacada, com guarda de ferro e moldura rectangular rematada por friso. O interior, de nave única, possui coro-alto e púlpito, do lado do Evangelho. O espaço é coberto por tecto de dois panos. Junto ao arco triunfal, decorado com talha dourada, foram edificados os altares colaterais, de talha rococó policroma. A capela-mor, coberta por abóbada de berço, alberga ao centro o altar principal, de talha barroca dourada.
No espaço exterior à igreja subsiste ainda o claustro hospitalar, de planta rectangular com apenas um piso, aberto por arcada de volta perfeita assente sobre colunas toscanas.”
Fonte: IPPAR
Alcácer do Sal
A igreja da Misericórdia, sita no centro histórico da cidade de Alcácer do Sal, na rua Rui Salema, abre as portas para os visitantes durante este mês e pode ser visitada de segunda a sexta-feira entre as 9 e as 12 horas e entre as 14 e 17 horas.
A igreja, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal, encontra-se habitualmente fechada e durante alguns anos serviu de capela mortuária. Data de 1547, de acordo com uma inscrição na verga de uma das portas.
Com influências manuelinas, maneiristas e barrocas, o templo tem uma compartimentação especial característica, uma vez que a nave e a capela-mor surgem integradas no mesmo espaço. Inicialmente decorada por milhares de azulejos seiscentistas, foi alvo de uma profunda reforma no século XIX, tendo sido modernizada e conserva só os azulejos na metade inferior das paredes.
O destaque vai também para a pintura de Francisco Flamengo, pintor natural de Setúbal, que em 1895 criou no tecto da igreja uma bonita imagem em que estão representadas as três virtudes: a fé, a esperança e a caridade. Já o retábulo do altar-mor é ilustrado com uma Visitação.
A igreja, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal, encontra-se habitualmente fechada e durante alguns anos serviu de capela mortuária. Data de 1547, de acordo com uma inscrição na verga de uma das portas.
Com influências manuelinas, maneiristas e barrocas, o templo tem uma compartimentação especial característica, uma vez que a nave e a capela-mor surgem integradas no mesmo espaço. Inicialmente decorada por milhares de azulejos seiscentistas, foi alvo de uma profunda reforma no século XIX, tendo sido modernizada e conserva só os azulejos na metade inferior das paredes.
O destaque vai também para a pintura de Francisco Flamengo, pintor natural de Setúbal, que em 1895 criou no tecto da igreja uma bonita imagem em que estão representadas as três virtudes: a fé, a esperança e a caridade. Já o retábulo do altar-mor é ilustrado com uma Visitação.
Oleiros
A Misericórdia de Oleiros teve alvará em 20 de Maio de 1578, tendo ficado com os bens da Ordem do Hospital. A sua sede e capela ficam situadas junto da Igreja Matriz.
Este sóbrio edifício foi erguido no séc. XVI, no reinado de D. Manuel I. Destaca-se no entanto, na sua fachada principal, a inscrição com a data 1714 que indica, provavelmente, o ano em que foram concluídas as obras de reconstrução, 200 anos depois.
Apresenta uma planta longitudinal, com uma única nave e nicho na fachada principal. Este imóvel, de dois registos, exibe vãos de lintel recto e empena triangular encimada por cruz latina.
No seu interior contempla-se um retábulo de boa talha dourada de estilo nacional com cornija ligada ao tecto e um revestimento de excelentes caixotões pintados. Este interior foi contemplado recentemente com uma interessante intervenção de restauro.
É nesta capela que estão recolhidas as imagens, em tamanho natural, de S. João Evangelista, Nossa Senhora das Dores, Senhor dos Passos e o Senhor Morto. Estas belas imagens, de grande expressividade, apenas saem deste local na Procissão dos Passos e na Semana Santa.
Este sóbrio edifício foi erguido no séc. XVI, no reinado de D. Manuel I. Destaca-se no entanto, na sua fachada principal, a inscrição com a data 1714 que indica, provavelmente, o ano em que foram concluídas as obras de reconstrução, 200 anos depois.
Apresenta uma planta longitudinal, com uma única nave e nicho na fachada principal. Este imóvel, de dois registos, exibe vãos de lintel recto e empena triangular encimada por cruz latina.
No seu interior contempla-se um retábulo de boa talha dourada de estilo nacional com cornija ligada ao tecto e um revestimento de excelentes caixotões pintados. Este interior foi contemplado recentemente com uma interessante intervenção de restauro.
É nesta capela que estão recolhidas as imagens, em tamanho natural, de S. João Evangelista, Nossa Senhora das Dores, Senhor dos Passos e o Senhor Morto. Estas belas imagens, de grande expressividade, apenas saem deste local na Procissão dos Passos e na Semana Santa.
Álvaro
Igreja da Misericórdia de Álvaro restaurada
Escrito por P.M.
28-Set-2008
Oleiros
A Igreja da Misericórdia de Álvaro, no concelho de Oleiros, está a sofrer obras de requalificação profunda, já em fase de conclusão. Uma parte do imóvel data de 1597. Na capela anexa do Senhor dos Passos foram limpos os tectos e altares. As paredes foram, erradamente, pintadas com tinta branca, de modo que as pinturas originais na madeira, foram tapadas. Agora toda essa tinta foi removida, de modo a poder destacar o original.
A imagem do Senhor dos Passos, em tamanho real, feita de pedra, foi limpa e restaurada. Esta tem a particularidade de nunca sair da igreja, bem como as cinco Marias que a acompanham. Os tectos foram limpos, uma vez que devido à sujidade não se reconheciam as imagens. Uma outra imagem, em tamanho real, do Senhor Morto em madeira, que costuma sair para rua em procissão pela Semana Santa, também foi limpa. A Igreja sofreu também obras no exterior. Um dos nichos, incrustado numa das paredes, com a imagem de Nossa Senhora das Dores, pintada a óleo, foi igualmente restaurado. Por cima da porta de entrada principal encontra-se a imagem da Rainha Santa Isabel, que foi limpa e restaurada, e colada com cola especial, para que ninguém a possa arrancar do sítio.
De resto, o edifício foi rebocado e pintado de novo. O telhado teve dois acrescentos, tanto do lado direito como esquerdo, com duas asnas, para cobrir a deficiência das paredes que não são direitas. Em tempos, com vista a alargar a rua, para passarem os carros pesados, parte das paredes foram encurtadas na sua espessura, de modo que não são direitas.
A igreja possui dois sinos na torre, que foram recuperados. Na porta principal foram colocadas novas cantarias verticais, feitas em Pêro Pinheiro. A cantaria horizontal foi restaurada e manteve-se. O edifício foi construído em chão não firme, de modo que o passar dos anos, estava a abrir um rasgo a meio e ameaçava partir-se em dois. Com vista a corrigir esta situação, foram colocados um lintéis de betão e ferro, a toda volta, para dar resistência ao edifício. As fissuras já bem visíveis, como aquela que tinha quebrado a meio a cantaria horizontal da porta principal, foram tapadas. O telhado foi colocado de novo, com isolamento, telhas e madeira nova. No fundo, como realça o Provedor José Mateus, a nível das estruturas do edifício, só se aproveitaram as paredes e alguma cantaria. No chão da igreja, metade em madeira e outra parte em lajes de xisto, mantiveram-se os materiais originais mas que foram substituídos.
O responsável lembra que já havia infiltrações de água. Muita da madeira estava podre e não se aproveitou. O espaço estava invadido pela bicharada, principalmente morcegos. Daqui a dois ou três anos o edifício acabava por cair.
A recuperação do imóvel considerado monumento nacional começou a ser pensada há três anos, mas só agora se dispôs de verbas para tal, recorrendo a fundos comunitários As obras estiveram a cargo da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, co-financiadas pela Comunidade Europeia e Câmara de Oleiros. Foram gastos 300 mil euros.
Anexo à igreja existe um espaço que se vai tornar museu, onde serão colocadas imagens de santos e quadros pintados a óleo. Serão expostos três quadros pintados a tela, que exibem imagens dos fundadores da Misericórdia, e a imagem da Nossa Senhora das Misericórdias. Na posse da Misericórdia estão oito quadros de pintura a óleo que representam a Via Sacra, que também vão ser exibidos. Eram 14, mas oito foi roubados. A igreja integra também uma sala de reuniões, casas de banho (novas) e sala de arrecadação. Os soalhos e o tecto do salão foram colocados de novo, com madeira de castanho e de carvalho.
Imóvel muito antigo
Uma parte do imóvel data de 1597, enquanto a anexa capela do Senhor dos Passos foi acrescentada apenas em 1798. Esta última foi mandada construir por um capitão natural de Álvaro, cujos restos mortais estão ali depositados, numa sepultura coberta com uma grande laje de pedra.
A igreja será inaugurada a 8 de Novembro. A cerimónia começa pelas 10h30, seguindo-se a missa na Igreja. À tarde há convívio e almoço, que decorre no Pavilhão da Junta, sendo aberto a todos os moradores da aldeia e irmãos da Santa Casa.
Escrito por P.M.
28-Set-2008
Oleiros
A Igreja da Misericórdia de Álvaro, no concelho de Oleiros, está a sofrer obras de requalificação profunda, já em fase de conclusão. Uma parte do imóvel data de 1597. Na capela anexa do Senhor dos Passos foram limpos os tectos e altares. As paredes foram, erradamente, pintadas com tinta branca, de modo que as pinturas originais na madeira, foram tapadas. Agora toda essa tinta foi removida, de modo a poder destacar o original.
A imagem do Senhor dos Passos, em tamanho real, feita de pedra, foi limpa e restaurada. Esta tem a particularidade de nunca sair da igreja, bem como as cinco Marias que a acompanham. Os tectos foram limpos, uma vez que devido à sujidade não se reconheciam as imagens. Uma outra imagem, em tamanho real, do Senhor Morto em madeira, que costuma sair para rua em procissão pela Semana Santa, também foi limpa. A Igreja sofreu também obras no exterior. Um dos nichos, incrustado numa das paredes, com a imagem de Nossa Senhora das Dores, pintada a óleo, foi igualmente restaurado. Por cima da porta de entrada principal encontra-se a imagem da Rainha Santa Isabel, que foi limpa e restaurada, e colada com cola especial, para que ninguém a possa arrancar do sítio.
De resto, o edifício foi rebocado e pintado de novo. O telhado teve dois acrescentos, tanto do lado direito como esquerdo, com duas asnas, para cobrir a deficiência das paredes que não são direitas. Em tempos, com vista a alargar a rua, para passarem os carros pesados, parte das paredes foram encurtadas na sua espessura, de modo que não são direitas.
A igreja possui dois sinos na torre, que foram recuperados. Na porta principal foram colocadas novas cantarias verticais, feitas em Pêro Pinheiro. A cantaria horizontal foi restaurada e manteve-se. O edifício foi construído em chão não firme, de modo que o passar dos anos, estava a abrir um rasgo a meio e ameaçava partir-se em dois. Com vista a corrigir esta situação, foram colocados um lintéis de betão e ferro, a toda volta, para dar resistência ao edifício. As fissuras já bem visíveis, como aquela que tinha quebrado a meio a cantaria horizontal da porta principal, foram tapadas. O telhado foi colocado de novo, com isolamento, telhas e madeira nova. No fundo, como realça o Provedor José Mateus, a nível das estruturas do edifício, só se aproveitaram as paredes e alguma cantaria. No chão da igreja, metade em madeira e outra parte em lajes de xisto, mantiveram-se os materiais originais mas que foram substituídos.
O responsável lembra que já havia infiltrações de água. Muita da madeira estava podre e não se aproveitou. O espaço estava invadido pela bicharada, principalmente morcegos. Daqui a dois ou três anos o edifício acabava por cair.
A recuperação do imóvel considerado monumento nacional começou a ser pensada há três anos, mas só agora se dispôs de verbas para tal, recorrendo a fundos comunitários As obras estiveram a cargo da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, co-financiadas pela Comunidade Europeia e Câmara de Oleiros. Foram gastos 300 mil euros.
Anexo à igreja existe um espaço que se vai tornar museu, onde serão colocadas imagens de santos e quadros pintados a óleo. Serão expostos três quadros pintados a tela, que exibem imagens dos fundadores da Misericórdia, e a imagem da Nossa Senhora das Misericórdias. Na posse da Misericórdia estão oito quadros de pintura a óleo que representam a Via Sacra, que também vão ser exibidos. Eram 14, mas oito foi roubados. A igreja integra também uma sala de reuniões, casas de banho (novas) e sala de arrecadação. Os soalhos e o tecto do salão foram colocados de novo, com madeira de castanho e de carvalho.
Imóvel muito antigo
Uma parte do imóvel data de 1597, enquanto a anexa capela do Senhor dos Passos foi acrescentada apenas em 1798. Esta última foi mandada construir por um capitão natural de Álvaro, cujos restos mortais estão ali depositados, numa sepultura coberta com uma grande laje de pedra.
A igreja será inaugurada a 8 de Novembro. A cerimónia começa pelas 10h30, seguindo-se a missa na Igreja. À tarde há convívio e almoço, que decorre no Pavilhão da Junta, sendo aberto a todos os moradores da aldeia e irmãos da Santa Casa.
Vimieiro
A Santa Casa da Misericórdia do Vimieiro nasceu no ano de 1550 a instância do 4º donatário da vila, D. Francisco de Faro e Noronha e de outros habitantes formados em irmandade.
O templo primitivo, posterior, levantou-se de raiz a expensas de Jacinto de Faria Barreto, que nele jaz sepultado e lhe outorgou fundação da missa quotidiana.
A fachada em alvenaria singela, como se pode ver na foto, linha de arquitectura barroca, talvez ainda de fins de quinhentos, empena triangular. Porta de mármore branco, com frontão de enrolamento, época bastarda, rococó, do último terço do século XVIII. Sobrepujante, com moldura rectangular, interessante painel de azulejos polícromados, seiscentistas, de provável fabrico espanhol, marcado coma as iniciais, F. M. A., representando N.ª Sr.ª das Misericórdias, como se pode observar na segunda foto.
Não consigo dar-vos as coordenadas “precisas”, mas a Igreja situa-se na rua da misericórdia do lado direito. A coordenadas segundo o Google Earth as coordenadas são as seguintes: 38º49´46.86´´N 7º50´24.14´´O.
O templo primitivo, posterior, levantou-se de raiz a expensas de Jacinto de Faria Barreto, que nele jaz sepultado e lhe outorgou fundação da missa quotidiana.
A fachada em alvenaria singela, como se pode ver na foto, linha de arquitectura barroca, talvez ainda de fins de quinhentos, empena triangular. Porta de mármore branco, com frontão de enrolamento, época bastarda, rococó, do último terço do século XVIII. Sobrepujante, com moldura rectangular, interessante painel de azulejos polícromados, seiscentistas, de provável fabrico espanhol, marcado coma as iniciais, F. M. A., representando N.ª Sr.ª das Misericórdias, como se pode observar na segunda foto.
Não consigo dar-vos as coordenadas “precisas”, mas a Igreja situa-se na rua da misericórdia do lado direito. A coordenadas segundo o Google Earth as coordenadas são as seguintes: 38º49´46.86´´N 7º50´24.14´´O.
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